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Discussão quanto a vacinação de farmacêuticos da rede privada segue, Prefeitura e Câmara fazem nota.

A polemica segue ganhando força


Quanto a legalidade ou moralidade da imunização de farmacêuticos da rede privada do município de Piratini, o debate segue a ganhar novas páginas.



Nota do Executivo Municipal.


Uma nota oficial redigida pelo gabinete do prefeito de Piratini, pauta a reportagem estampada na capa do Diário Popular desta quinta-feira 21 de janeiro, que traz a seguinte manchete:

"Piratini aplica doses fora dos grupos prioritários"


A reportagem movimentou a cidade e as manifestações via rede social de populares e já deram os primeiros sinais logo no inicio da manhã desta sexta- feira. Na tentativa de explicar a referida reportagem uma nota foi emitida com a assinatura do prefeito Márcio Porto e da secretária de saúde Gerusa Farias Porto. Em nota o texto faz ressalvas e considerações, quanto a possibilidade de erro na aplicação da vacina em farmacêuticos da rede privada do município.

Em parte do texto a nota afirma que o título da reportagem NÃO corresponde a realidade.


A nota defende que os farmacêuticos como profissionais da saúde, sobre tudo aqueles que tem contato direto com o vírus FAZEM PARTE, do grupo prioritário para a vacinação da Covid-19.


Os referidos esclarecimentos feitos pelo executivo, ainda coloca em questão a seriedade da ferramenta de comunicação que fez a reportagem (Diário Popular), e afirma que a mesma buscou por intermédio de sensacionalismo alcançar maior audiência.

Ao final a nota afirma que o jornalismo tanto quanto a saúde exige de responsabilidades.


Nota na integra.










A Câmara Municipal de Piratini em ofício, solicita esclarecimentos.

O presidente da Câmara de Vereadores Manoel Teixeira Rodrigues (Progressista), com Maria Lucia Madruga Corral - (PDT) Sérgio Moacir Rodrigues de Castro - (PDT),

Carlos Alberto Gomes -(PDT) José Auri - (PT).

Oficializaram um pedido de informação com esclarecimentos quanto a vacinação feita no município de Piratini para o combate da Covid-19.

Tendo em vista a repercussão relacionado a aplicação da vacina quanto a grupos prioritários ou não, o ofício solicitou dados específicos de como foi feita a escolha de quem seria imunizado pela vacina, se todos os profissionais da saúde foram vacinados, e quantos e quais os profissionais da rede privada foi vacinado.

Ofício Câmara de Vereadores


Referencia jurídica.

Na busca de compreender e tentar levar de forma mais clara a nossa audiência estas questões, contatamos um estudo mais técnico e jurídico da mesma.

Segundo esta interpretação a vacinação de farmacêuticos da rede privada é possível, o Conselho Federal de Farmácias entrou com pedido solicitando para estes participem da lista prioritária, no entanto, a recomendação seria a de que primeiro, os agentes de saúde da rede pública deveriam ser atendidos, depois os farmacêuticos da rede SUS, para que somente posterior a estes, os farmacêuticos da rede privada viesse a ser imunizados.

A grande questão em pauta é, se estes poderiam estar entre os primeiros a serem vacinados, se é ou não ilegal o referido ato.

A discussão ganha também avaliações de princípios morais, e se estes foram ou não cumpridos.

O debate deve prosseguir, pois, interpretações serão feitas, defesas e acusações também.


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