• JM

FALANDO SOBRE PRECONCEITO

Atualizado: Fev 9

O Estereótipo do homem na dança


Mesmo em uma sociedade moderna e avançada tecnologicamente, ainda se percebe um costume de rotular atividades no ambiente social por “feminina” ou “masculina”. Geralmente, por exemplo, os pais tendem a colocar os filhos, desde cedo, em escolinhas de futebol, e as filhas, na dança. Além disso, quando depois de “grande” o filho decide por atividades consideradas femininas, sua masculinidade é questionada, e provavelmente vai sofrer ataques discriminatórios referentes à homossexualidade -como se fossem ofensas.



(João Marcelo, em um dos espetáculos de dança, Stúdio de Dança Aline Decio.)


“Quando eu tinha uns 11, 12 anos, eu tava esperando pra fazer uma aula, um menino passou e me chamou de "viadinho" porque eu ia fazer aula de ballet, e poxa, falar pra uma criança que ela é gay só por estar fazendo o que ela gosta, aquilo me marcou de tal maneira. Mas nunca pensei em desistir, minha professora sempre me apoiou e conversou comigo sobre o quão desafiador ia ser encarar o preconceito.” Disse o bailarino João Marcelo Varaschin, aqui de Piratini.



(João Marcelo e a professora de dança Aline Decio, em um de seus espetáculo.)


Ainda, o bailarino disse acreditar que hoje, a realidade está mudando, pois depois do exemplo do príncipe George, que iniciou no ballet com apenas 4 anos de idade, e sofreu ataques da mídia britânica, surgiu o movimento #BoysDanceToo. “Esse tipo de atitude, quando chega a público, pode mudar completamente o rumo da dança. Pois, se até um menino membro da família real pode fazer ballet, porque outros meninos também não poderiam?”

Sabe-se que a dança, além de um esporte ou de uma manifestação cultural, é um meio de comunicação e de superação dos limites e diferenças de cada um, por isso esse estereótipo tem que ser urgentemente desconstruído. Assim como finalizou o João: “A masculinidade não pode ser colocada à prova de maneira tão infantil e frágil. Homens podem dançar, sim, sem que isso os torne menos homens, porque dançar é vida!


João Marcelo e Bruno Vicenzi, também bailarino do Studio de Dança, em um dos seus espetáculos.


(João Marcelo, Kelvin Oliveira - hoje graduando em Dança na Ufpel - , e Bruno, também em um dos espetáculos)



Captação de conteúdo, textualização:

Maria Rosa Quevedo

416 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

©2020 por Juntos & Misturados

CNPJ:00000000 - Rua 20 de Setembro, 00 - Piratini / RS - 96490000